ExpoIjuí Fenadi



ExpoIjuí Fenadi

A feira mais conhecida de Ijuí é a ExpoIjuí Fenadi. Mas outros eventos existiram antes desse, que hoje é o maior do interior do Estado. Atualmente, outras exposições também movimentam vários setores da economia da região

O Decreto Executivo número 822 de 5 de outubro de 1981, oficializou a 1ª Exposição Feira Industrial e Comercial de Ijuí, realizada de 11 à 19 de outubro do mesmo ano. Assinado pelo prefeito Wilson Maximino Mânica, o decreto considerou “a necessidade preemente de Ijuí solidificar-se e cada vez mais projetar-se tanto econômica, como culturalmente no cenário regional e nacional”.

Na ocasião, ficou determinado que a “Expo-Ijuí” seria realizada de dois em dois anos, e que a promoção do evento cabe a Associação Comercial e Industrial e a Prefeitura de Ijuí.

No início, o evento era realizado na então Escola-Fazenda de 1º e 2º graus Assis Brasil. Um decreto de setembro de 1976, do prefeito Emídio Odósio Perondi, criou o Parque Regional de Feiras e Exposições Assis Brasil, sob a responsabilidade do Imeab.

Atualmente, a área está sob concessão da Associação Comercial e Industrial de Ijuí (ACI), conforme a Lei número 2.477 de 1989, quando era nominado Parque Regional de Feiras e Exposições Assis Brasil.

A construção do Parque e a 2ª Expo-Ijuí

A segunda edição da Expo-Ijuí, aconteceu de 12 a 20 de outubro de 1983. E em março deste ano estava em discussão o projeto do Parque, pelo prefeito Wanderley Burmann. Na época, lhe foi proposto um projeto bastante ousado, mas inviável de ser feito devido ao pouco tempo que faltava para a realização do evento. Então, uma nova proposta foi feita, básica, aproveitando a estrutura já existente da realização da Feira do Terneiro. “Trabalhamos cinco meses, em três turnos, com cerca de 50 homens, entre militares e presidiários. Fazíamos quatro refeições por dia em um refeitório que montamos no local, no galpão do gado de leite, onde é hoje o espaço da Cotrijuí”, explica o engenheiro florestal Nilo Leal da Silva, o então diretor administrativo do Imeab, idealizador do projeto básico de 1983, e com experiência em projetar parques para outros municípios do Estado.

Segundo o engenheiro, neste ano, para a segunda edição da Expo, foram feitos: o pavilhão 1 (que é o mesmo de hoje sendo que as paredes eram de madeiras), as primeiras ruas do estacionamento, as primeiras quadras e ruas de dentro do Parque, plantadas as primeiras árvores do estacionamento e também o anfiteatro com o palco que se mantém ainda hoje e com arquibancadas com pranchas e varas de eucalipto.

“Onde hoje é o pavilhão administrativo, eram os escritórios de madeira, dos remates da Feira de Terneiros”, lembra Nilo Leal. Ainda segundo ele, onde são as primeiras quadras, eram as mangueiras e bretes de remate. E foi ao redor desta estrutura, que aconteceu a 1ª Expo-Ijuí.

A 3ª Expo-Ijuí e a 1ª Fenadi

A 1ª Festa Nacional das Culturas Diversificadas (Fenadi) foi criada em junho de 1987, pelo prefeito Wanderley Agostinho Burmann. O presidente da Expo-Ijuí e Fenadi daquele ano foi o professor Adelar Baggio, que após coordenar o movimento de criação da Universidade, trouxe à Ijuí a ideia de tornar o município “terra das culturas diversificadas”. A idéia foi aceita em 1985, mas ainda em 1986 “não se sabia o que fazer”. Assim, em 1987 surgiu a Fenadi, com o objetivo de promover eventos nacionais de música e dança. “Visitamos feiras em Rio Grande e Jundiaí. Conversamos com a comunidade, e aí decidimos motivar os descendentes”, afirma, lembrando que os grupos que primeiro se organizaram foram os alemães e os italianos, já presentes na 1ª Fenadi, em 87. E foi aí que a Fenadi foi pensada com as características que se tem hoje: arquitetura típica, música, canto, vestimenta, cozinha, memória (museu).

“Na 2ª Fenadi já estavam organizados também os poloneses, que definiram pela criação de um centro cultural, sem o apadrinhamento de uma família ou político”, explica Baggio, ressaltando que a partir disso, esse foi o modelo adotado por todos os outros grupos. “Em 1988 já existiam os austríacos e mais tarde se organizaram os holandês, suecos, espanhóis... sendo os afros os últimos”. Já o movimento tradicionalista gaúcho estava dividido: “um grupo, liderado pelo Farroupilha, quis montar um CTG”, conta.

Segundo o professor Baggio, em 1994 eram 33 grupos folclóricos que integravam o movimento étnico de Ijuí, e nove idiomas que estavam sendo ensinados no município. “Neste ano, tivemos mil pessoas trabalhando de forma voluntária para a realização da Fenadi.

Feiras ijuienses

Desde 2008, a Feira de Negócios da Indústria de Ijuí (Fenii) proporciona um espaço de promoção do setor industrial e comercial do município. A “vitrine de negócios” oferece pavilhões gratuitos para a exposição de produtos e serviços com o intuito de incentivar a participação do segundo e do terceiro setor.

Em sua terceira edição, a Fenii inovou. Em 2010, sua integração com a 1ª Feira Nacional de Produtos Lácteos (FeniLact) e a 3ª Feira da Agroindústria Colonial (Fecolônia) aumentou a quantidade de público e negócios.

Outro destaque na cidade é o incentivo a produção tecnológica, por meio da feira de Tecnologia, Empreendedorismo e Inovação, a Tec.E.Inova. O evento destaca o papel fundamental da inovação e do empreendedorismo para o desenvolvimento de Ijuí e região.


Curiosidades

A troca de nome

Em 18 de julho de 1995, o prefeito Gerson de Vlieger Ferreira, assinou a Lei número 3.314, proposta pela Câmara de Vereadores, alternando o nome de Parque Regional de Feiras e Exposições Assis Brasil para Parque Regional de Feiras e Exposições Wanderley Agostinho Burmann.

Parque foi criado em 1976

O Parque de Exposições foi criado em 1976 para a realização da Feira do Terneiro, que acontecia anualmente em Ijuí, bem como para a realização da 4ª Etapa do Remate de Gado Leiteiro. A área pertencia à Escola Municippal de 1º e 2º graus Assis Brasil, o Imeab.

O palco caiu

Há dez dias de começar a segunda edição da Expo-Ijuí, que contaria com um show nacional, a cobertura recém concretada, do palco do anfiteatro, caiu. Então, foi tudo removido e de última hora feita uma estrutura metálica com telhas da indústria local, Imasa. “Foi um susto e uma correria, mas conseguimos resolver o problema em tempo”, conta Nilo Leal.

As ruas do Parque

Você sabia que cada rua do Parque tem nome de uma árvore nativa do Rio Grande do Sul? Isso aconteceu em setembro de 2001, a partir da assinatura da Lei número 3.841. Segundo a lei, tal denominação se deu com visando a educação ambiental, a preservação e a recuperação do ambiente natural de Ijuí. Rua dos Cedros, do Louro, das Figueiras, das Primaveras, das Grápia, dos Angicos, dos Ipês, das Timbaúvas, etc. No total, são 27 ruas, avenidas e travessas.

A união das etnias

Com o objetivo de integrar os grupos étnicos, nos anos de 1987 e 1988 foi realizado o Torneio das Etnias. Eram torneios esportivos de futebol, vôlei, bocha e jogos de carta, organizados a cada semana por uma etnia, no qual todos participavam. “Aconteceu por dois anos, pois alcançamos o objetivo de integrar os grupos”, afirma Adelar Baggio.

Da mesma forma eram realizados os jantares típicos. “Uma etnia organizava seu jantar e todas as outras auxiliavam na venda de fichas. Os lucros eram destinados para a construção das casas típicas”, explica Baggio, ressaltando que a comunidade apoiou muito o movimento e que sempre faltavam fichas.

Ueti

A União das Etnias de Ijuí foi fundada em 19 de Abril de 1996, é uma Entidade Civil de caráter cultural, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como objetivos: Promover a União Étnica de Ijuí; Coordenar Eventos, Projetos e Atividades de interesse comum dos Centros Étnicos-culturais e estimular o intercâmbio com Entidades Congêneres.


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