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Anos dourados para o futebol

Nem só de grandes jogadores é feita a história do futebol em Ijuí. Principalmente na década de 60, equipes amadoras (também chamadas de varzeanas) marcaram a história ijuiense por protagonizarem uma época de ouro para o município, quando alguns clubes chegaram a figurar até mesmo no cenário nacional. O legado deixado pelos antepassados é visível até nos dias de hoje, na organização de diversos campeonatos durante todo o ano, mesmo que em menor escala.

Tudo começou em 7 de maio de 1951. Em Ijuí, recém era criada a Liga Ijuiense de Futebol. A fundação da entidade era uma obrigação da Federação de Futebol para os municípios que contavam com pelo menos três clubes filiados à federação. Na época, o município contava com o Esporte Clube São Luiz, o Gaúcho da Linha 8, o Force Luz e o Esporte Clube São José.

Com a criação da Liga Ijuiense de Futebol, a entidade se preocupou em fazer um campeonato varzeano – o que hoje se entende por campeonato amador. A própria liga se responsabilizou em criar um departamento de futebol. O primeiro presidente do departamento foi Alexandre de Almeida, que também era funcionário da empresa Artefatos de Madeira Schmidt.

Por isso, em 1956 foi realizado o primeiro campeonato em nível de cidade (campeonato varzeano). No interior, outros clubes já contavam com equipes. O trabalho do departamento funcionou, mas com a extinção do Force Luz e do São José, a Liga foi extinta e, em 1966, foi criado o Conselho Municipal de Desporto (CMD) – o que hoje é representado pela Coordenadoria Especial de Desporto e Lazer (CEDL).

O primeiro campeonato e as equipes de destaque

Enfim, em 1960, foi realizado o primeiro campeonato do interior do município. Na primeira edição, 14 equipes participaram. Com competições do interior e da cidade definidas, uma nova sistemática: os campeões do interior e da cidade se encontravam para um confronto final que definiria o grande campeão do município. Com o tempo, a popularidade da competição foi crescendo e mais de 80 equipes chegaram a participar de determinadas edições.

Muitas agremiações se destacaram até mesmo em âmbito nacional. O maior exemplo ijuiense é a Sociedade Esportiva Ouro Verde, que foi a responsável pela revelação de Dunga, capitão do tetra e ex-treinador da Seleção Brasileira de Futebol. Foi uma das equipes mais bem organizadas do futebol amador ijuiense e a que mais conquistou títulos ao longo da história.

Outros clubes de grande destaque que se organizara em Ijuí foram a Estrela Vermelha e o Atlas, do bairro São José. Segundo o escritor e jornalista aposentado, Ademar Campos Bindé, os clubes mais antigos do município são o Riograndense (do então distrito de Bozano) e o Oriental, surgidos entre 1914 e 1917. Hoje, uma das equipes de maior tradição é o Juventude, de Rincão dos Gói. Entre as equipe que estão localizadas em áreas ainda pertencentes a Ijuí, o Gaúcho da Linha 8 (Floresta) ocupa o posto de mais antigo do interior do município, fundado em 4 de março de 1917. Outra equipe de grande destaque foi o Ipiranga, do então distrito de Coronel Barros.


Luta incansável pela vitória

Alguns campeonatos “rápidos” também eram realizados em Ijuí. Muito além do campeonato amador, competições que duravam apenas um dia movimentavam equipes de todas as localidades do município. Alguns destes torneios reuniam até 40 times e, segundo Bindé, se tornavam uma “verdadeira festa esportiva”.

O sorteio da ordem dos jogos era realizado no mesmo dia da competição. Como muitas equipes se inscreviam nos torneios, a maioria dos jogos não passava de dez minutos de duração. Com pouco tempo para fazer gols, a maioria dos jogos era decidida nas penalidades máximas.

Diferentemente do padrão que todos conhecem, de cobranças de penalidades alternadas e com cinco jogadores de cada equipe, nos campeonatos de Ijuí apenas um atleta de cada clube cobrava todos os pênaltis.

Os campeonatos normalmente iam noite adentro e as decisões geralmente aconteciam apenas no pôr-do-sol. Farroupilha e Gaúcho, ambos da Linha 8, em Floresta, sabem bem o que é isso. Os protagonistas de um dos maiores clássicos da história do futebol amador ijuiense também foram estrelas de uma história, no mínimo, curiosa.

As duas equipes tinham à disposição os dois melhores cobradores de pênaltis do município da década de 60. Reza a lenda que, em uma das partidas destes campeonatos de apenas um dia de duração, uma das partidas foi decidida nos pênaltis. Mas ninguém imaginava as proporções que a decisão tomaria. Ênio Thorstemberg e Nicolau Meggiolaro, cobradores oficiais de pênaltis de Gaúcho e Farroupilha, respectivamente, representariam suas equipes na decisão por... penalidades máximas.

Segundo Bindé, pessoas que presenciaram o momento dizem que nenhum dos dois errava um pênalti sequer. Por falta de luz natural, a organização do torneio teve de ir em busca de um caminhão para iluminar o local da disputa por pênaltis para que o confronto continuasse.


Na luta pela qualidade de vida

O esporte ijuiense não se limita ao futebol e à sua prática. Atualmente, diversos projetos são desenvolvidos no município e têm como principal objetivo melhorar a qualidade de vida da população. A maioria deles é promovido pelo Poder Executivo e conta com o apoio da Unijuí.

Vôlei, lutas, danças e ginástica laboral são apenas alguns dos exemplos de projetos que envolvem muitas pessoas da comunidade. Segundo o coordenador do curso de Educação Física da Unijuí, Dari Francisco Göller, as atividades têm cunho de qualidade de vida e inclusão social.

Ainda conforme Dari, o principal objetivo é criar a ideia de saúde através do esporte e fazer com a que comunidade participe ativamente das atividades.


Semeando o futuro

O município também conta com o projeto Ijuí Pró-Vôlei. Instalado em Ijuí em 3 de outubro de 2009, o projeto recém completou um ano de atividades. Atualmente, cerca de 1,3 mil crianças participam do Pró-Vôlei.

O grande objetivo do projeto é proporcionar a inclusão e integrações sociais a partir da prática do voleibol. Outro foco das atividades é justamente ensinar as crianças a prática do voleibol e contribuir com a formação de cidadãos.

O Pró-Vôlei também busca a revelação de novos talentos, que podem levar o nome do município em diversas competições. Dari afirma que Ijuí conta com potenciais no vôlei e que o esporte tem um futuro promissor: “Acredito que em quatro ou cincos grandes atletas de vôlei serão descobertos”.


Esporte amador

A Liga Ijuiense de Futebol foi criada em 7 de maio de 1951. Era uma exigência da Ferderação de Futebol para municípios que contavam com pelo menos três clubes ligados à entidade.

Em 1956 foi realizado o primeiro campeonato com equipes da cidade, também conhecido como campeonato varzeano. Em 1960 foi realizado o primeiro campeonato do interior do município.

Algumas competições duravam apenas um dia. Os torneios reuniam até 40 times e eram uma verdadeira festa esportiva. Com tantas equipes participando, os jogos duravam apenas dez minutos. A conseqüência disso era a ausência de gols e as comuns decisões por penalidades máximas.

Reza a lenda que os dois cobradores de pênaltis mais famosos de Ijuí se envolveram em uma disputa que prosseguiu noite adentro. A organização do torneio teve de buscar um caminhão para iluminar a área onde a competição por pênaltis era realizada.


Destaque estadual

Na área do esporte profissional, o Esporte Clube São Luiz participa anualmente do Campeonato Gaúcho de Futebol, promovido pela Federação Gaúcha de Futebol.O clube ganhou muito prestígio na região nos anos 50 e 60.

Atualmente, o clube está na elite do Futebol Gaúcho. O São Luiz foi fundado em 20 de fevereiro de 1938 por Angelino Alves dos Santos.


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